(EUA – 2007 – 90 min)
DIREÇÃO, PRODUÇÃO, MONTAGEM: Tina Mascara, Guido Santi
PRODUÇÃO: Julia Alexander, James White
FOTOGRAFIA: Ralph Q.Smith
MÚSICA: Miriam Cutler
O documentário acompanha a vida do artista plástica Don Bachardy, que aqui também é narrador, a partir de sua longa relação com o renomado escritor Christopher Isherwood. Eles sempre foram abertos e sinceros a respeito da natureza de sua ligação, numa época em que isso era um tabu inominável (anos 1950). Havia também a diferença de idade entre ambos, Bachardy sendo 30 anos mais novo. O filme deixa claro que o pintor passou por sérias crises de identidade durante a relação, pois Isherwood era bem relacionado e vivia rodeado de amigos, além de ser reconhecido por seu trabalho. Como resposta, Bachardy dedicou-se intensamente à sua arte e descobriu que, com ela, ele poderia ser independente. Pensou várias vezes em abandonar a relação, mas descobriu que o amor pelo escritor era maior. Quando, no início dos anos 1980, Isherwood passou a decair por causa de um câncer de próstata, Bachary decidiu pintar apenas o seu amado e mais ninguém. O que começou como forma de ficar mais tempo juntos tornou-se o maior projeto de vida do pintor e a última parceria do casal. Eles ficaram juntos até a morte de Isherwood em 1986, aos 82 anos. O longa exibe material inédito rodado em filme pelo casal na década de 1950 e entrevista celebridades como os atores Michael York, co-narrador do filme, e Liza Minnelli (ambos estrelaram Cabaret, que em parte adapta os Contos de Berlim, de Isherwood), e a atriz Leslie Caron (do filme Gigi) e o diretor inglês John Boorman.



