(George Kuchar, 1973, EUA, 16mm, 107 min)
Uma criação adoravelmente farsesca dos melodramas dos anos 40 e 50, o filme é uma paródia camp que a certa altura ironiza todo tipo de referência cinematográfica, de Hitchcok a Preminger. Bem ao seu estilo, George Kuchar dá um banho de imaginação e inventividade e uma ducha de água gelada no que diz respeito à excelência técnica. Ao sangue, lágrimas, violência, ódio, morte e amor – elementos essenciais ao cinema, segundo Douglas Sirk – Kuchar nos lembra que, uma imitação da vida, os filmes também são feitos de fantasias sórdidas, inaptidão, compromisso e muita risada.

