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Assucena

15 NOV | TERÇA-FEIRA @ CCSP – SALA ADONIRAN BARBOSA
19h00 – Assucena (30′) 12 anos | Música


#trans #performativo #mixmusic

Depois de seis anos à frente da banda As Baías, com a qual foi indicada duas vezes ao Grammy Latino e recebeu dois Prêmios da Música Brasileira, a artista estreou em dezembro de 2021 sua carreira solo. Dentre as canções que integram o repertório do show “Minha Voz e Eu” estão os dois primeiros singles lançados por Assucena nessa nova fase: a canção autoral inédita “Parti do Alto” e uma releitura-homenagem de “Ela”, gravada por Elis Regina há 50 anos. Seus primeiros trabalhos da carreira solo têm sido muito bem recebidos pelo público e pela crítica especializada.

“Minha Voz e Eu” é uma conversa entre a voz, a distorção, a melodia e a tecnologia. O show passeia por beats, violão e guitarra com um repertório autoral que se mescla à tradição da música popular brasileira, incluindo canções consagradas de Gonzaguinha, Caymmi, Gal, Luiz Melodia e Tom Jobim. A tradição no seu encontro com o contemporâneo. Assucena conta que o show apresenta sua intimidade musical, a partir de um estudo de timbres e de manifestações sensíveis de sua voz. “Minha voz é a metáfora concreta e etérea de minha liberdade”, afirma.

Junto do multi-instrumentista Rafael Acerbi, que assina a direção musical, a apresentação explora também o potencial do instrumental com o violão, guitarras com distorção e bases minimalistas. “É um show em que eu me conecto com aquilo que eu gosto de ouvir, com algumas composições minhas, porém todas repaginadas. Estamos rearranjando tudo que eu já gravei e encontrando uma nova roupa para essas músicas”, explica Assucena.

 

Living Is Urgent

NOV 18 @ CCSP – SALA ADONIRAN BARBOSA
7 PM  (120′) 18 y/o | Performance


#queer #gay #documentary #performative #theater

“When the spectre of death is around, employ life.” This was one of the most desecrated statements by our founder and director Marcelo Denny (1969-2020). His death ravaging the group that saw itself violated by the State, by its rights and by the lack of support to ritualize his passage.
Without being able to gather at events, with the pandemic at its height, without vaccines and without perspective, the group needed to build an unpretentious action of spectacularization, and that permeates this pain, that could purge the idealization of a funeral. The ritual-action-performance “Living Is Urgent” is the result of a couple of ideas combined, including technology, the group’s history and, mainly, the risk of life.
Death is no longer a fear, it is a reality. On the basis of this reality, we tried to tie everything that we could infringe on to feel ALIVE again. We created an autonomous temporal and technological zone as a timeline of the group and the stories of affection; videos, images and a conglomerate of media that generates a dome of memories, where the group dances frantically until exhaustion and marks on their skin, daily, through tattoos, the words “Living Is Urgent”.
On the course of the action, the group reaches new heights of sensations and physical states; everyone there serves as support, sometimes aesthetic, or moral and sentimental, so that a connection is created and the pulse of life is reached. This way, an intimate ritual of de-mortification is established, and the possibilities of coexistence, relationship and even interaction with the public are established.
Currently, we all live in the same shadow of those who have lost someone in the pandemic, or know someone who has lost someone. This universal mourning and all the resumptions and fears we created left us stuck, frightened, and in need of creating new ways to claim our lives, our existence itself, claiming also some risks; some decisions may seem exaggerated, but without the limit of excess, life is not exhaled, because death is given all around us.
It’s rare to see a group, surviving in the currently fascist and necropolitical reality of Brazil, that remains independent without private or governmental financial support and comes together to enliven their experiences and research ways to stage these innards. We are 13 bodies fighting their experience in capital, brooding from within to transform one of the most homophobic, transphobic, serophobic and racist countries of this tropicality that is Latin America.

Credits

Direction and concept: Marcelo D’Avilla
Direction assistant and production: Mateus Rodrigues, Wesley Lima
Pombagira Theater Cast: Andre Veron, Andrew Tassinari (Roxa), Hugo Faz, Lua Negrão, Mateus Rodrigues, Marcelo D’Avilla, Priscilla Toscano, Renato Teixeira, Ricardo Mesquita, Snoo, Wesley Lima, Zen Damasceno
Supporting cast: Dandara Leste, Poderosa Ísis, Douglas Ricci, Guira Bara, Flavio Pacato, Lucas Loduca, Rodrigo Duo
Set design: Brugnara
Soundtrack: Renato Navarro
Lighting design: Quinho Gonça

Viver É Urgente

18 NOV | SEXTA-FEIRA @ CCSP – SALA ADONIRAN BARBOSA
19h00 (120′) 18 anos | Performance


#queer #gay #documental #performativo #dramatica

“Quando houver o espectro de morte, operar vida.” Esta era uma das frases mais profanadas pelo nosso fundador e encenador Marcelo Denny (1969-2020). Sua morte veio assolando o grupo que se viu violentado pelo Estado, pelos direitos e pela falta de amparo para ritualizar sua passagem.

Sem podermos nos reunir em eventos, com a pandemia em seu auge, sem vacinas e sem perspectiva, o grupo precisou erguer uma ação despretensiosa de espetacularização, e que permeia essa dor, que pudesse expurgar a idealização de um velório. A performance-ação-ritual “Viver é Urgente” é resultante de uma união de ideias, entre a tecnologia, a história do grupo e, principalmente, o risco de vida.

A morte não é mais um medo, é uma realidade. A partir dessa realidade como chão foi que buscamos amarrar tudo que nós poderíamos nos infringir para nos sentirmos novamente VIVOS.

Criamos uma zona autônoma temporal e tecnológica como uma linha do tempo do grupo e das histórias de afeto; vídeos, imagens e um conglomerado de mídias que gera uma redoma de lembranças, onde o grupo dança freneticamente até a exaustão e marca em sua pele, diariamente, através de tatuagem, as palavras “Viver É Urgente”.

Durante a ação, o grupo atinge novos topos de sensações e estados físicos; todos ali servem de apoio, ora estético, ou moral e sentimental, para que essa conexão seja criada e a pulsão de vida seja atingida. Dessa forma, um ritual íntimo de desmortificação se instaura, e se estabelecem as possibilidades de coexistência, relação e até mesmo interação com o público.

Atualmente, vivemos a sombra de que todos perdemos alguém na pandemia, ou conhecemos alguém que perdeu alguém. Esse luto universal e todas as retomadas e receios que criamos nos deixaram presos, amedrontados, e precisamos criar novas formas de exaltar nossas vidas, a existência em si, exaltar alguns riscos; algumas decisões podem parecer exageradas, mas sem o limite do excesso não se exala vida, pois a morte está dada ao nosso redor.

O grupo que sobrevive na realidade atualmente fascista e necropolítica do Brazil, que se mantém independente sem apoio financeiro privado ou governamental e que se une para vivificar suas experiências e pesquisar formas de encenar essas vísceras é algo raro. Somos 13 corpos que lutam no capital a sua vivência, remoendo de dentro para transformar um dos países mais homofóbicos, transfóbicos, sorofóbicos e racistas dessa tropicalidade que é a América Latina.

Ficha Técnica

Direção e concepção: Marcelo D’Avilla
Assistência de direção e produção: Mateus Rodrigues, Wesley Lima
Elenco do Teatro da Pombagira: Andre Veron, Andrew Tassinari (Roxa), Hugo Faz, Lua Negrão, Mateus Rodrigues, Marcelo D’Avilla, Priscilla Toscano, Renato Teixeira, Ricardo Mesquita, Snoo, Wesley Lima, Zen Damasceno
Elenco de apoio: Dandara Leste, Poderosa Ísis, Douglas Ricci, Guira Bara, Flavio Pacato, Lucas Loduca, Rodrigo Duo
Cenografia: Brugnara
Trilha sonora: Renato Navarro
Design de luz: Quinho Gonça

Eva’s Uterus

NOV 10 @ TEATRO SERGIO CARDOSO
7pm – 12 y/o


#intersex #family #tension #theatre

In the ultrasound of the mother (Joana Medeiros), doctor and mother think that Evaristo is a boy. Evaristo reveals herself to be Eva (Sophi Saphirah). In Eva’s ultrasound, the doctor (Ibra Zug) shows that she has a uterus, in a rare condition. Eva wants to get pregnant. She faces problems with her family and with her girlfriend (Zara Dobura) who doesn’t accept her anymore. It’s a play with live music, by Lyel Tabosa, in voice and guitar.

Credit

Direction and concept of Uterus, performs Eva: Sophi Saphirah
Musical agent (creating affection in Uterus through her voice and acoustic guitar): Lyel Tabosa
Executive production agent: Vinicius Bernardo
Casting direction agent, performs the Cisgender Mother (Ivete): Joana Medeiros
Cisgender Medicine performance (Dr. Paulino): Ibra Zug
Violeta: Zara Dobura
Ultrasound images registration defining the gender of this play: ttir3D (social name: Theo Monteiro)

Útero de Eva

10 NOV | QUINTA-FEIRA @ TEATRO SERGIO CARDOSO
19h00 – classificação 12 anos | Acessibilidade: Libras


#intersexo #família #tensão #dramatica

No ultrassom da mãe (Joana Medeiros), o médico e a mãe pensam que Evaristo é um menino. Evaristo revela ser Eva (Sophi Saphirah). No ultrassom de Eva, o médico (Ibra Zug) mostra que ela tem um útero, numa condição rara. Eva quer engravidar. Enfrenta problemas com a família e com a namorada (Zara Dobura), que não a aceita mais. Uma peça de teatro com música ao vivo, de Lyel Tabosa, na voz e violão.

Ficha Técnica

Direção geral da concepção do Útero, performa Eva: Sophi Saphirah
Agente musical (que produz em Útero) a-Feto na voz e violão: Lyel Tabosa
Agente de produção executiva: Vinicius Bernardo
Agente em direção de elenco, performa a Mãe Cisgênero (Ivete): Joana Medeiros
Performance da Medicina Cisgênera (Dr. Paulino): Ibra Zug
Violeta: Zara Dobura
Registro de imagens do ultrassom que define o gênero dessa peça: ttir3D (nome social: Theo Monteiro)

War Requiem

NOV 12 @ TEATRO SERGIO CARDOSO
7pm (40′) free


#dragking #performative #documentary #theater

A lad has his tenderness exorcised from his body. Impersonated as a man, a vaudevillian artist is hired to enlist new recruits. A young soldier carrying his own body through the batlle fields. Starting from poems written by LGBTQIA+ soldiers on the front line of World War I, Giovana Lago/Don Giovanni explores through the drag king poetic and the vaudevillian language how this conflict has changed the scenery and the masculine subjectivities in the 20th century – and how this echoes in the lads bodies these days.

Credits

Concept, playwright and performance: Giovana Lago/Don Giovanni
Stage interlocution: Nash Laila
“Dragaturgical” interlocution: Neto Machado, Jorge Alencar, Jubileu
Lighting design: Semy Monastier
Direction and videographer: Ricardo Kenji
Costume design: Rafael Jubainski
Visual identity: Lucas Ferreira
Stage assistant: Felipe Samorano

Development and research support: Festival Panorama 2021 – Raft, a co-production by Festival Panorama, Teatro Municipal do Porto, Pact Zollverein, Voo?uit, In Between Time, Vallejo Gantner, Dansehallerne, HAU Hebbel Am Ufer, Gessnerallee, Bates Dance Festival, CCN CAEN en Normandie, Charleroi-Danse, Contemporary Arts Center, Trajal Harrell Company, Festival TransAmériques (FTA), Walker Arts Center, Sesc SP

Réquiem de Guerra

12 NOV | SÁBADO @ TEATRO SERGIO CARDOSO
19h00 (40′) classificação livre | Acessibilidade: Libras


#dragking #performativo #documental #dramatica

Um jovem rapaz tem a delicadeza exorcizada de seu corpo. Uma imitadora de homens do vaudeville é contratada para alistar novos soldados. Um jovem soldado carrega seu próprio corpo pelos campos de batalha. Partindo de poemas escritos por soldados LGBTQIA+ no front da I Guerra Mundial, Giovana Lago/Don Giovanni explora através da poética drag king e da linguagem cabareteira como esse conflito alterou a paisagem e as subjetividades das masculinidades do século XX – e como isso ecoa nos corpos dos jovens rapazes de hoje.

Ficha Técnica

Concepção, dragaturgia e performance: Giovana Lago/Don Giovanni
Interlocução cênica: Nash Laila
Interlocução “dragatúrgica”: Neto Machado, Jorge Alencar, Jubileu
Iluminação: Semy Monastier
Direção e operação de vídeo: Ricardo Kenji
Figurino: Rafael Jubainski
Identidade visual: Lucas Ferreira
Assistência de palco: Felipe Samorano

Apoio de pesquisa e desenvolvimento: Festival Panorama 2021 – Raft, uma coprodução do Festival Panorama, Teatro Municipal do Porto, Pact Zollverein, Voo?uit, In Between Time, Vallejo Gantner, Dansehallerne, HAU Hebbel Am Ufer, Gessnerallee, Bates Dance Festival, CCN CAEN en Normandie, Charleroi-Danse, Contemporary Arts Center, Trajal Harrell Company, Festival TransAmériques (FTA), Walker Arts Center, Sesc SP

The Sacrifice of Cassamba Becker

Direção, dramaturgia e performance: João Victor Toledo

NOV 15 @ TEATRO SERGIO CARDOSO
7pm (60′) 16 y/o


#dragqueen #comedy #intention #theater

“The Sacrifice of Cassamba Becker” is a monologue written at the beginning of the COVID-19 pandemic. Cassamba Becker, double ‘s’ really, is a great impoverish actress and an inpeccable sodomite who has finally retired and takes a dump at some lost beach in Brazil as her home. It’s from there she watches the whales’ fluorescent fins and glimpses a more vast, sensual and illuminated world. If today the socio-political-cultural-sanitary crisis is deepening and the future of our ecosystems hangs by a thread, what happens when we seek to transgress times, spaces, purposes and dreams of our society? Is it still possible to imagine the future? “From dissatisfaction we’ll reach collective potentiality” once accurately said Dercy Gonçalves. Or Gramsci. Never mind. The present is not enough. Only rubbish saves.

Credits

Direction, playwright and performance: João Victor Toledo
Co-direction: Cris Rocha
Soundtrack and performance: Eugenia Cecchini
Art Direction: Uibirá Barelli
Lighting design: Vini Florido
Video: Keren Chernizon
Sound design: João GG
Provocation: Cristiane Paoli Quito

O Sacrifício de Cassamba Becker

Direção, dramaturgia e performance: João Victor Toledo

15 NOV | TERÇA-FEIRA @ TEATRO SERGIO CARDOSO
19h00 (60′) classificação 16 anos | Teatro | Acessibilidade: Libras


#dragqueen #comedia #intenção #dramatica

“O Sacrifício de Cassamba Becker” é um monólogo escrito no início de uma pandemia. Cassamba Becker, com “ss” mesmo, é a grande atriz depauperada e sodomita impecável que finalmente se aposentou e hoje chama de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora. De lá, ela observa as barbatanas fluorescentes das baleias e vislumbra um mundo mais vasto, sensual e iluminado. Se hoje a crise sociopolítico-cultural-sanitária se aprofunda e o futuro dos nossos ecossistemas está por um fio, o que acontece quando buscamos transgredir os tempos, espaços, propósitos e sonhos da nossa sociedade? Ainda é possível imaginar o futuro? “Da insatisfação chegaremos à potencialidade coletiva”, disse certamente Dercy Gonçalves. Ou Gramsci. Pouco importa. O presente não basta. Só o entulho salva.

Ficha Técnica

Direção, dramaturgia e atuação: João Victor Toledo
Música e atuação: Eugenia Cecchini
Direção de atuação: Marina Nogaeva Tenório
Provocação: Cristiane Paoli Quito, Cris Rocha
Direção de arte, cenário e figurino: Uibirá Barelli
Vídeo: Keren Chernizon
Desenho de luz: Vini Florido
Desenho de som: Alexandre Martins
Projeção de vídeo: Afonso Costa

Dyke Gender

NOV 13 @ TEATRO SERGIO CARDOSO
7pm (45′) 12 y/o


#lesbian #performative #personalpaths #theater

“Dyke Gender” brings a performative work proposing the intersection of three languages through the bodies of lesbian artists – a performing arts one, Sol Faganello, another one from the field of music, Camila Couto, and also a dancer, Christelle Kuet. Directed by Natalia Mallo and produced by Lola Silva and Natasha Bueno, also giving support on stage. Demystifying the dyke, amplifying their perception repertoires and talking about their existence is to give visibility to this identity multiplicity and their subjectivities, is just like building possibilities of resistance and existence.

Credits

Direction: Natalia Mallo
Creation and performance: Camila Couto, Christelle Kuet (Lua-Kris), Sol Faganello, Lola Silva, Natasha Bueno
Lighting design: GIVVA
Production: Lola Silva, Natasha Bueno